Foto:
Arquivo Napoleão Ribeiro
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Jayme Silva e Wilsinho
Fittipaldi: os dois melhores na chuvosa corrida de 1965 |
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Jaime
Silva, hoje um dos preparadores de maior renome do automobilismo nacional,
venceu 8ª edição da "500 Kilometros de Interlagos", prova que além do
retorno ao anel da pista paulistana foi marcada pela volta dos monopostos,
que, somados aos modelos de carros Esporte, Protótipos e GTs, formaram um
magro grid de 16 veículos.
Se o traçado e as máquinas participantes voltaram a ser as tradicionais, o
mesmo não aconteceu com a data da disputa, que desta vez começou às 14 horas
do dia 31 de outubro, quebrando a rotina de ser realizada sempre no dia da
Proclamação da Independência do Brasil.
Dentre os carros que foram usados para escrever a história daquela corrida
toda ela realizada sob chuva, o destaque ficava por conta da participação do
"Gávea", um modelo de Fórmula 3 que Toni Bianco havia produzido por
encomenda da Willys, que colocou o carro nas mãos de Wilson Fittipaldi
Júnior.
Com um Maseratti 300S, Ubaldo Lolli assumiu a liderança na largada, seguido
por Wilsinho em seu Willys Gávea, e por Luís Pereira Bueno, que competiu com
um modelo Alpine A110 empurrado por um propulsor de 1.300cc.
No complemento da volta inicial, Lolli mantinha a liderança, seguido de
Bueno, Wilsinho e Jayme Silva, que já surgia no quarto lugar apesar de ter
largado do final do grid por não ter participado dos treinos.
Na quarta volta, Jayme Silva assumiu a ponta, escoltado por Lolli, Bueno,
Bird Clemente com um Alpine, Wilsinho, Ciro Caires com um Abarth com motor
Tufão, Scuracchio, com um Malzoni, Chico Lameirão, com um Interlagos, Anísio
Campos, também com Malzoni e Roberto Galucci, com um Maserati Corvette.
Caires e Clemente foram os responsáveis por belas atuações no início da
corrida, mas mais tarde entrariam para uma lista de baixas da qual Bird
Clemente passaria a fazer parte no sexto giro, quando teve o diferencial do
seu Alpine quebrado.
Com Jayme firme na ponta, seguido de Wilsinho e Galucci, as coisas pareciam
definidas no momento em que haviam apenas mais 30 minutos de prova a serem
cumpridos, quando Roberto Galucci parou para o reabastecimento, e seu carro
demorou mais de 7 minutos para ter o motor colocado em funcionamento depois
de "apagar", o que jogou por terra as chances do bicampeão da prova.
Daí para a frente, a emoção ficou por conta de Jayme Silva andando sem
limpador de pára-brisa, que havia quebrado, fazendo com que sua visão quase
nula da pista permitisse a Wilsinho Fittipaldi recuperar uma das duas voltas
que tinha de desvantagem.
Confira abaixo o resultado da corrida.
1) Jayme Silva (SP, Abarth Simca 2000), 154 voltas em 3h28m05s6 (média de
144,310 km/h)
2) Wilson Fittipaldi Jr. (SP, Willys Gávea F3 - 1300), 154 voltas
3) Luís Pereira Bueno (SP, Alpine A110 Renault - 1300), 149 voltas
4) Emerson Fittipaldi (SP, Willys Interlagos 1000), 140 voltas
5) Valdemir Costa (SP, Willys Interlagos 1000), 133 voltas
6) Roberto Galucci (SP, Maserati Corvette 4500), 130 voltas
Melhor Volta: Ubaldo Lolli (Maserati 3000)
Largada: 16 carros
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