Foto:
Arquivo Napoleão Ribeiro
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Luis
Pereira Bueno, com a parte traseira de seu Bino arrastando pelo chão, e
Jayme Silva, já sem as portas de seu Fúria |
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O
fechamento da pista para reformas que se estenderam de 1968 a 1969, impediu
que a "500 Kilometros de Interlagos" pudesse ser realizada antes de 1970,
quando, em 7 de setembro, foi disputada a 11ª edição.
Num anel externo que depois das modificações encolheu de 3.250 para 3.207
metros, a corrida teve aumentado para 156 o número de voltas.
Antes da corrida, cinco carros eram apontados como fortes candidatos à
vitória: o Bino Mk II do campeão de 1966 Luís Pereira Bueno, que como
novidade apresentava um motor de 1.500cc e uma nova capota na parte
traseira. O Fúria equipado com motor Alfa Romeo FNM de 2.150cc, conduzido
por Jayme Silva era outro integrante da lista de favoritos, que tinha também
a Carretera Corvette com suspensão traseira De Dion, de Camilo Christófaro,
o BMW Spyder de Jan Balder, e o protótipo AC equipado com motor Porsche de
2.000cc, da dupla Anísio Campos e Marinho Amaral.
Nos treinos de classificação, Jayme Silva registrou o melhor tempo com
1min05s4, terminando adiante de Camilo Christófaro com 1min05s6, e de Luís
Pereira Bueno com 1min05s9.
A largada, como sempre ao estilo Indianápolis, foi precedida de uma volta de
apresentação comandada por um Ford Corcel dirigido por Chico Landi, tendo
Ângelo Giuliano, presidente do Automóvel Clube Paulista ao seu lado e, tão
logo Landi se dirigiu para os boxes, Mauro Salles, presidente da CBA, baixou
a bandeira que marcou o início da disputa.
Quem partiu na frente foi o BMW de Balder, seguido pelo Bino de Pereira
Bueno e do Fúria de Jayme Silva, que formavam um grupo compacto.
Na 10ª volta, Jayme Silva assumiu a ponta, seguido de Balder, Pereira Bueno
e Christófaro. Balder teve problemas com o filtro de óleo, dando adeus à
luta pela liderança ao entrar nos boxes, na 16ª passagem.
Com os problemas que Luis Pereira Bueno havia enfrentado na 24ª, e Jayme
Silva um giro mais tarde, Camilo Christófaro aproveitou para assumir a
liderança, que durou até a 87ª passagem, quando a queima da junta do
cabeçote de sua Carretera Corvette o fez desistir, deixando o caminho livre
para Luiz Pereira Bueno voltar ao comando das ações, que não perderia mais
até a volta final.
Confira abaixo como terminou a corrida.
1) Luís Pereira Bueno (SP, Bino Mk II Renault 1500), 156 voltas em
2h56min00s0 (média de 170,554 km/h)
2) Jayme Silva (SP, Fúria FNM 2150), 155 voltas
3) Eduardo Celidônio (SP, Snob´s Corvair 2600), 148 voltas
4) Roberto Dal Pont (SP, BMW 2002 TI - 2000), 148 voltas
5) Pedro Victor Delamare (SP, Chevrolet Opala 4000), 148 voltas
6) Tite Catapani (SP, Alfa Romeo GTA 1600), 148 voltas
Melhor Volta: Jayme Silva (Fúria FNM) – 1m05s3 – 176,802 km/h
Largada: 18 carros
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